Uma equipe de cientistas japoneses criaram células-tronco a partir da pele de centenários falecidos e que poderá ajudar achar causas de várias doenças, segundo a NHK.
Uma equipe liderada pelo professor da Universidade de Keio Norihiro Suzuki desenvolveram células a partir da pele colhida de 2 cadáveres com consentimento de suas famílias. Eles morreram com a idade de 105 anos ou mais.
Pela adição de determinados genes, os pesquisadores transformaram com sucesso as suas células de pele em células pluripotentes induzidas, ou células estaminais IPS, que podem ser potencialmente desenvolvidos em qualquer tecido ou órgão do corpo.
A equipe, então, virou as células iPS em células nervosas e os compararam com os de pacientes que sofrem com a doença de Alzheimer e de Parkinson.
Descobriu-se que as células nervosas dos pacientes continham quase o dobro da quantidade de proteínas que se acredita estar intimamente ligado com os seus transtornos.
Os dois centenários falecidos eram conhecidos por não terem tido nenhuma das principais doenças e terem tido boa saúde até a morte, segundo a NHK.
Os cientistas acreditam que, ao fazer comparações adicionais entre as células dos centenários e os de pessoas com doenças, pode ajudar a elucidar o mecanismo de várias doenças.
Professor Suzuki disse esperar que o estudo contribuirá para identificar as causas não só dos distúrbios do sistema nervoso, mas também de diabetes e câncer.

















