
Baixo custo da produção no exterior motivou queda do salário por hora
Outro final de ano de incertezas ronda as reuniões matinais das fábricas. Cortes iminentes, listas de funcionários a serem dispensados, rumores e muita insegurança quanto ao futuro fazem parte do cotidiano dos brasileiros que trabalham na indústria manufatureira do Japão.
“Vamos torcer pelo melhor”, sintetiza Bruno Jun, 25, de Takahama (Aichi), enviado à Denso Air Systems por uma empreiteira com cerca de 25 brasileiros na fábrica. Grande parte deste contingente está sob aviso-prévio. Contratos que antes eram mensais, hoje chegam retroativos, ou seja, o trabalhador assina no mês seguinte o contrato do mês trabalhado. Além disso, o salário por hora que era de ¥ 1300 passou à ¥ 1150.
As opiniões são variadas. Mas há o consenso de que o momento é de ser austero. Os fatores a que os brasileiros devem ficar atentos são políticos – a divisão do partido da situação – e econômicos – o fim do subsídio para compra de carros elétricos, o “eco-pointo”, fuga do processo de produção para os países da Ásia e até mesmo o preço do minério de ferro vindo do Brasil.
A alta no preço do mineral importado do Brasil tem muita influência na economia japonesa. As negociações que antes eram anuais, passaram a ser trimestrais. Os enormes pedidos feitos pela China encareceram o preço da matéria-prima brasileira para o Japão.

Tomas Kakuda da Fenix Alliance: recrutamento de 50 pessoas em Komaki.
Estabilidade ameaçada
Tomas Kakuda, diretor da Fenix Alliance, empreiteira sediada em Komaki afirma que atualmente “estabilidade é para poucos”. O perfil desejado é de pessoas que falam Japonês, têm moradia e condução próprias. Estas terão preferência por não gerar gastos às empreiteiras. “ Pessoas que se esforçam para desempenhar um bom serviço, pessoalmente estáveis, com família, aparentam mais responsabilidade”, completa Tomas.
Apesar do momento difícil para a economia nacional, Kakuda tem boas notícias para os brasileiros. “Este mês haverá recrutamento de 50 pessoas para um serviço de montagem de máquinas de pachinko. O salário por hora é de ¥ 1000 para trabalhadores temporários (arubaito) e até ¥ 1.400 no hirukin para quem conseguir ser contratado como funcionário fixo. O trabalho consiste em reparos da solda de um robô, a chamada solda MIG”, explica.
Tomas observa que a maioria das fábricas só garante serviço até março do ano que vem, quando acontece a virada do ano fiscal.
“Pelo panorama econômico atual, com a alta do iene em relação ao dólar e o momento político de eleições dentro de um partido governisa dividido, a previsão é de que a economia esfrie a partir de setembro”, analisa Auro Yoiti Kotsubo, diretor da Emar K.K., empreiteira de Oyama (Tochigi).
O empreiteiro chama a atenção para o fato de que o subsídio para a construção civil vai continuar. “O pessoal tem que procurar emprego estável. E quem já tem, é melhor se manter, independente de fazer ou não horas-extras”, recomenda.
Produção no exterior
Segundo Eiji Shimada, diretor da empreiteira Avance Corporation de Ichinomiya as perspectivas não são muito boas. “Houve uma aparente reação no início do ano criando chances de bom movimento no segundo semestre, mas acho que isto não irá acontecer”, afirma o empreiteiro.
“Dependendo da marca do carro híbrido, as vendas vão continuar, mas se o subsídio para os carros ecológicos acabar, haverá queda na produção. Porém, o setor de eletrônicos ainda se aguenta até o final do ano, principalmente com a entrada do sistema digital de TV em 2011”, contrapõe Shimada.
Sobre a diminuição dos salários por hora, o vilão da história, segundo Shimada, é o alto custo da produção no Japão. “A China já produz com qualidade. Outros fatores como o iene forte, o custo operacional alto e, principalmente as EMS, fábricas terceirizadas no exterior, onde as montadoras japonesas encontram mão-de-obra barata e baixo preço de produção. As empresas de terceirização total (marunage) chegam até a desenvolver inovações no produto, oferecendo-as às companhias. Essas fábricas do exterior têm todo potencial, menos o marketing das grandes marcas”, explica o diretor.
Ele também lembrou que, a indústria automobilística japononesa já está bem estruturada em países como Tailândia e Índia. “Portanto, as que ficaram no Japão precisam baixar o custo de produção”. As melhorias no processo de produção, “kaizen”, termo bastante ouvido pelos brasileiros dentro das fábricas, objetiva produzir no perído normal (teiji) o que se faria com muitas horas extras.






















Não se pode confundir realismo com pessimismo.
Quem acompanha o noticiário econômico, sabe que a crise não dá sinais de melhora.
Quando a empresa mãe do keiretsu corta investimentos, a diminuição de trabalho e as demissões se estendem por toda a cadeia de produção.
Para os brasileiros, investir em qualificação será mais fundamental do que nunca. E essa qualificação não se restringe apenas ao exercício das funções de “chão de fábrica”. A qualificação “social” também será importante e dependerá do domínio do idioma. Além disso, a qualificação “social”, abre portas para o exercício de outras atividades, fora do setor fabril.
Um professor japonês, que ministra aulas para brasileiros, comentou em “off” sua surpresa em encontrar pessoas que se julgavam fluentes em japonês, mas que na verdade falam de maneira errada e inadequada. Pessoas essas, que estão no Japão há mais de 10 ou 15 anos. Podem servir para ser “peão de fábrica”, mas não resistiriam à um entrevistador mais rigoroso.
Essa proporção de 1 vaga de emprego, para cada duas pessoas, é ilusória…É feita por média aritmética e não leva em consideração os pré-requisitos, os quais, poucos brasileiros são capazes de preencher.
Ainda há tempo e valerá a pena se sacrificar um pouco…Força à todos !!!!
A produção irá diminuir. O final do ano será problemático para quem estiver desempregado ou perder o trabalho. Precisamos todos estudar, reciclar conhecimentos, mudar algumas atitudes. Acho que estudar a língua numa época dessas é problemática por questão do tempo. O jeito é conseguir qualquer trabalho e arrumar tempo para estudar.
Não sei porque os dekasseguis demoraram tanto tempo para perceber tudo isso.
na minha opiniao todos temos q ir embora largar esses vagabumdos de empreiteira ai porq quando precisam de produçao ai lembram de brasileiros ate alejado as empreiteiras pegam mas quando começa a cair a produçao ai o cara tem q saber falar ate russo so para lembrar na crise ate quem lia kandi levou corte na minha opiniao todos temos q ir embora e nunca mais voltar . gravem oq eu vo falar quando melhorar si melhorar ai vao chamar os brasileiros ai ate alejado consegue emprego ate uns dias atras tavam falando q faltava mao de obra agora isso tavan recrutando no brasil e agora isso e uma palhaçada oq fazem com a gente rtemos q ir todos embora e deixar os japas com filipinos chineses para ter mais recall a china tao fazendo peças com qualidade né porq sera em tao q a toyota so fazem recall pelo mundo fica a minha pergunta para esses entendidos q so sabem fode com nos as chamadas EMPREITEIRAS .
A QUASE ME ESQUECI C O SALARIO ABAIXOU E PORQ AS EMPREITEIRAS NAO DEIXAM DE TIRAR O SEU LUCRO ENCIMA DE NOS PORQUE SERA Q TODO TANTOCHA E GORDO NE ?
RESPOSTA : PORQUE NAO FAZ PORRA NENHUMA SO FODE COM A GENTE OU TO ERRADO ?
Aprender nunca eh demais.
Eu msm tenho o nihongo hetakuso, mas shoganai…
Aos poucos eu chego la!!!
Ateh agr to firme e forte, o negocio eh nao se desesperar.
O tempo ruim sempre passa, eh so uma fase e se nao passar noiz tem que sempre persistir.
Final de ano vai ser Austero nao sei pra quem, mas eu que nunca dependi de ninguem e mto menos de empreiteira vou estar no piko da montanha em Tsugaike (Niigata), curtindo uma visao cabulosa sentado no meu board de snow pronto pra descer e esquecer desse calor lazarento!!!