Saúde, Trabalho

17 de julho de 2010   |   Imprimir este texto Imprimir este texto    |  Enviar por email Enviar por email  | 

Brasileiras relatam dificuldades do trabalho e deficiências

Portal Web News
Reportagem e fotos: Priscila Hayashi - Nagoia


As brasileiras Marina Akemi Tanaka e Virgínia Yumi Oshima, além da japonesa Takako Wakimoto, participaram hoje do terceiro seminário realizado pela Associação de Intérpretes Médicos do Japão (JAMI) na sede da JICA (Agência de Promoção Comercial do Japão). O seminário teve como obejtivo debater e buscar formas de melhorar o trabalho dos intérpretes.

Virgíni Yumi Oshima, Takako Wakimoto e Marina Akemi Tanaka. As três representaram os primeiros tradutores para o idioma português na área da saúde e falaram de avanços e das deficiências que enfrentam os intérpretes com base em suas experiências.

“Conhecer os dois idiomas não significa aptidão para atuar como tradutora em um hospital. É preciso que as instituições de saúde, públicas e particulares, invistam mais no treinamento dos intérpretes para o aprendizado do vocabulário específico da área”, sugere Virgínia, que se tornou a primeira tradutora no hospital público de Komaki (Aichi) em 1997.

Por mais de dez anos, a brasileira auxiliou estrangeiros vindos de diversas partes do Japão que tinham dificuldade com o idioma e conta que apesar do serviço ser oferecido há mais de 13 anos, a profissão “tradutor” não é reconhecida nos hospitais.

Akemi, que é tradutora da área médica há mais de 18 anos, lembrou ainda que os tradutores, ainda encaram o desafio de explicar as diferenças culturais entre o Brasil e o Japão.

“O médico pede para não dar banho na criança que está com febre, mas no Brasil é comum dar banhos mornos para baixar a febre. O mesmo acontece no parto. Muitas pedem para não fazer o corte da cesariana na vertical. Aqui no Japão é normal”, explica Akemi, que é formada em enfermagem no Brasil.

Cerca de 150 pessoas entre voluntários de órgão e entidades que oferecem suporte aos estrangeiros, intérpretes de outras áreas, médicos e enfermeiras também levantaram questões como a ética e a responsabilidade que envolvem o trabalho dos tradutores.

Cerca de 150 pessoas entre voluntários de órgão e entidades que oferecem suporte aos estrangeiros, intérpretes de outras áreas, médicos e enfermeiras também levantaram questões como a ética e a responsabilidade que envolvem o trabalho dos tradutores.

De acordo com Tomoko Shingaki, tradutora para o idioma espanhol em Osaka (Osaka) e secretária da JAMI, o evento proporcionou troca de informações e experiências que contribuirão para o melhor atendimento dos pacientes estrangeiros.

“A JAMI promove esse evento buscando também a atenção de diretores de hospitais e do governo, para alertá-los sobre a importância do trabalho do tradutor para a sociedade e das melhorias, principalmente na regulamentação trabalhista dos que atuam na área”, afirma Shingaki.

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