Brasil

19 de março de 2010   |   Imprimir este texto Imprimir este texto    |  Enviar por email Enviar por email  | 

Brasil aprova licitação de polêmica hidroelétrica na Amazônia

phayashi
Com Agência EFE - Brasília


Povos indígenas ameaçam atacar trabalhadores durante obra

Belo Monte será a terceira maior represa do mundo atrás da chinesa das Três Gargantas e a de Itaipu, que compartilham Brasil e Paraguai, e exigirá investimentos de US$ 10,6 bilhões e terá uma potência instalada de 11.233 megawatts.

O Governo do Brasil aprovou nesta quinta-feira (18) as diretrizes para a licitação da polêmica hidroelétrica de Belo Monte, um gigante de concreto em plena floresta amazônica que já gerou duras críticas de ecologistas e povos indígenas.

O Ministério de Minas e Energia anunciou em comunicado que enviou à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), os parâmetros necessários para realizar a licitação em 20 de abril.

A Aneel fica encarregada a partir de agora de publicar as condições e o contrato de comercialização de energia, o que pode gerar atraso na licitação com relação a data anunciada pelo ministério.

O projeto deverá incluir uma série de compensações sociais e ambientais, incluindo o pagamento de US$ 280 milhões na realização de um plano de desenvolvimento social na região em que será construída, às margens do rio Xingu, no Pará.

Ao emitir a prévia, o Ministério do Meio Ambiente informou que o vencedor do leilão terá que pagar US$ 800 milhões em contrapartidas ambientais.

O projeto dessa represa existe há três décadas, mas sua implantação estava congelada pela pressão de ecologistas, indígenas e comunidades rurais.

Apesar de o desenho ter sofrido alterações substanciais para reduzir o impacto na floresta amazônica, Belo Monte inundará uma área de 506 quilômetros quadrados, o que afetará direta e indiretamente 66 municípios e 11 áreas indígenas.

Os povos indígenas da região não se conformam com o novo traçado e ameaçam atacar os trabalhadores durante a obra.

Apesar das ameaças, o Governo avança no projeto, que considera essencial para garantir a segurança energética do país nos próximos anos.

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Comentários

  1. mestiso disse:

    S.O.S indios da amazonia que estao morrendo de fome,nao e so negros e japas q sofrem no BR

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