Brasil

18 de março de 2010   |   Imprimir este texto Imprimir este texto    |  Enviar por email Enviar por email  | 

Desarmamento x mortes

Agência Brasil
São Paulo


“Para cada 18 armas apreendidas, uma vida foi poupada em São Paulo”, diz IPEA

Um estudo que está sendo desenvolvido pelo pesquisador Daniel Cerqueira, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), com a Pontifícia Universidade Católica (PUC) do Rio de Janeiro, mostrou que entre os anos de 2001 e 2007 houve uma queda de 61% no número de latrocínios e homicídios no estado de São Paulo e que a queda foi maior após a implantação do Estatuto do Desarmamento.

No estudo, Cerqueira afirma que 13 mil vidas foram poupadas pela política de desarmamento de São Paulo. Uma de suas conclusões é de que “o controle de armas é peça fundamental para a política de segurança pública”. Segundo ele, a cada 18 armas que foram apreendidas pela polícia paulista, uma vida foi poupada.

Para Antônio Rangel, coordenador do programa de armas da ONG Viva Rio, o Estado erra, por exemplo, ao não fiscalizar as empresas de segurança privada, o comércio e até o transporte das armas.

“As empresas de segurança privada no Brasil não são devidamente fiscalizadas. O comércio não é controlado: por baixo do pano, por baixo do balcão, as lojas vendem arma e munição para a bandidagem. São grandes buracos que existem”, disse.

Heather Sutton, coordenadora da área de controle de armas do Instituto Sou da Paz, disse que o Estado peca por não controlar os seus arsenais, que podem chegar aos criminosos pela corrupção policial ou por meio de furtos e roubos. “Precisamos de medidas para fortalecer a segurança desses arsenais”, afirmou.

“O que a gente precisa também trabalhar são desvios que existem no mercado legal para o mercado ilegal. E eles se dão principalmente pelo roubo e furto de armas de cidadãos comuns que compram armas para se defenderem. Só em 2003, foi divulgado que em torno de 27 mil armas foram roubadas de pessoas que as tinham em casa”, disse.

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Comentários

  1. mestiso disse:

    chega de violencia,sou da paz

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