Médicos alertam que mais de 3 mil podem ter sido infectados com Doença de Chagas
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Médico George Henrique Ito observa o barbeiro, inseto transmissor da doença de Chagas: pode haver no Japão sangue contaminado sendo usado em transfusões sanguíneas.
A porcentagem apresentada pelo neurocirurgião brasileiro é uma projeção comparativa fundamentada entre a quantidade de brasileiros no Japão e os locais de origem dos doentes. “Todos vieram de cidades do Brasil, que apresentam cerca de 1% de casos da doença de Chagas. Portanto, levando-se em conta 300 mil brasileiros no Japão, temos em média três mil infectados ou mais”, afirmou.
As afirmações do especialista são baseadas também em preocupantes dados levantados desde 2007 entre os brasileiros no Japão. Das 41 pessoas suspeitas de possuir a doença, 15 tiveram confirmação positiva. Cinco delas já tiveram insuficiência cardíaca, um dos principais sintomas da doença. Quatro brasileiros já morreram da doença de Chagas no Japão. “Inclusive, temos casos de jovens que estão contaminados”, disse Ito. Essa informação quebra a barreira de que a moléstia se manifestava em sua fase crônica apenas em pessoas adultas.
A doença de Chagas é um problema epidemiológico em vários países da América Latina. No Brasil, a região Centro-Sul do país é mais afetada. Por coincidência, é onde estão localizadas várias cidades de onde vieram muitos decasseguis ao Japão, sobretudo de regiões rurais onde, muitas vezes, a moradia é precária, causa principal dessa moléstia.
O alarmante é que o mal pode se alastrar ainda mais no Japão através de doentes que doaram sangue para transfusões. “O problema é que o meio médico japonês desconhece a doença de Chagas em seu país já que se acreditava que sua manifestação ocorria apenas na América Latina”, disse Ito.
Mas a migração crescente de populações aumentou o risco de transmissão por transfusão de sangue. “Por isso, não foram feitos exames próprios nas doações de sangue. Fato que pode fazer a doença se espalhar pelo Japão através de transfusões de sangue”, explicou. Nos Estados Unidos, existem casos de animais silvestres que apresentaram a doença.
Doença de Chagas
A doença possui duas fases: aguda e crônica. No local da picada pelo barbeiro (inseto que transmite a doença), a área torna-se vermelha e endurecida, acompanhado de uma íngua, tipo de obstrução. A lesão pode ocorrer também próxima aos olhos.
Na fase aguda, após um período de incubação de cerca de uma semana ou pouco mais, ocorre febre, ínguas por todo o corpo, inchaço do fígado e do baço e um vermelhidão no corpo semelhante a uma alergia e que dura pouco tempo.
Nos casos mais graves pode ocorrer inflamação do coração, sintomas de meningite e encefalite. Mesmo sem tratamento, a doença fica mais branda e os sintomas desaparecem após algumas semanas ou meses.
Entre dez anos e vinte anos depois, já na fase crônica, ocorrem diversas alterações no cérebro, sistema nervoso e o estômago. O coração é um dos órgãos mais afetados, que pode inchar, tornando inviável seu funcionamento.
Na fase aguda, o uso de medicamentos compatíveis, numa espécie de quimioterapia, curam ou diminuem a probabilidade da doença se tornar crônica. Entretanto, na fase crônica é incurável, já que os danos causados nos órgãos como coração e sistema nervoso são irreversíveis.
A doença foi descoberta em 1909 pelo médico brasileiro Carlos Chagas. Daí a origem do nome.
Mais informações
O médico japonês, Sachio Miura, e o médico brasileiro George Henrique Ito, têm feito um trabalho de alerta sobre a doença de Chagas no Japão entre os japoneses. Eles participam de simpósios onde é apresentado o mal aos médicos e especialistas. Entre os brasileiros, eles realizam exames gratuitamente para detectar a doença.
Detalhes e informações sobre a doença podem ser obtidas no Departamento de Medicina Tropical e Parasitologia da Universidade de Medicina Keio através do telefone 03-5363-3761 ou pelo e-mail miuraska@sc.itc.keio.sc.jp.
Eles também participam das caravanas de saúde da NPO Sabja (Serviço de Assistência aos Brasileiros no Japão).






















isso e muito triste
Mais um motivo de discriminacao para os japoneses. depois dessa nao vao mais aceitar sangue de brasileiroa
fora o piolho ,a esquissostomose e a ´sifilis e gonorreia…………