Cotidiano

16 de março de 2010   |   Imprimir este texto Imprimir este texto    |  Enviar por email Enviar por email  | 

A realidade da comunidade brasileira entre música e arroz-feijão

Portal Web News
Reportagem: Priscila Hayashi / Fotos: Júnior - Konan


“O pessoal em Konan conseguiu proporcionar um balanço ao público, que provou pratos típicos de outros países, se divertiu ouvindo música e, de quebra, saiu daqui conhecendo um pouco mais sobre seus vizinhos brasileiros”, ressaltou Ângelo Ishi, palestrante convidado no último domingo em evento organizado pela Associação Internacional de Konan.

A Associação Internacional de Konan (Aichi), juntamente com o Departamento de Educação local, promoveu um seminário trazendo como tema “A verdade e a real intenção dos brasileiros no Japão”. A palestra foi ministrada, no último domingo (14), pelo sociólogo, jornalista e professor da Universidade Musashi, em Tokyo, Ângelo Ishi, em japonês.

“O grande desafio é trazer informação quebrando o estereótipo da nossa comunidade, mostrando a realidade não do Brasil, mas do brasileiro que vive aqui ao lado desses japoneses”, afirmou Ishi, que conquistou risos e gerou surpresas entre o público, formado em sua maioria, por moradores japoneses da cidade de Konan.

Apresentando o que “nós brasileiros já estamos cansados de saber”, o pesquisador mostrou ao público atividades promovidas pela comunidade verde e amarela no Japão. Com fotos de eventos como o Miss Nikkey, expoBUSINESS, grupos musicais, trabalhos feitos por veículos de comunicação em português, Ishi não falou de samba, futebol e churrasco, mas de negócios, de sonhos e atividades sociais.

Após o seminário, a organização do evento convidou estrangeiros para contarem suas histórias e suas experiências vivendo na cidade. “Sou meio a meio na nacionalidade, mas meu coração é brasileiro”, disse Toshio Oyama, de 62 anos, que atua como tradutor na prefeitura local.

Nascido no Japão, Toshio foi levado ao Brasil pela família quando tinha oito anos. Quando completou 42, decidiu vir ao Japão para dar melhores condições aos seus filhos. “Retorno a cada dois anos para o Brasil para não perder a cidadania. Penso em passar minha velhice lá, mas gosto do Japão”, confessa Toshio.

Apesar de certo receio com o feijão, normalmente ingrediente para pratos doces japoneses, todos aprovaram o sabor da comida brasileira.

Casos como o do brasileiro, ilustraram as afirmações do sociólogo, que quis mostrar aos japoneses que “é perfeitamente normal que os brasileiros sintam saudades do Brasil, continuem amando o Brasil, continuem falando português e, ao mesmo tempo, queiram ficar no Japão. Isso não significa que eles não querem se socializar e se integrar com seus vizinhos japoneses”.

Em sua primeira passagem na cidade de Konan, Ishi disse que sentiu, à primeira vista, que em cidades mais afastadas dos chamados “grandes centros de concentração de brasileiros, como Hamamatsu (Shizuoka) e Oizumi (Gunma)”, a imagem da comunidade parece não estar tão desgastada e a integração entre as culturas parece fluir “muito bem”.

Após a palestra, o público se reuniu para apreciar uma apresentação de violino, enquanto degustavam pratos típicos de alguns países preparados por voluntárias da associação Fukura no Ie, organização sem fins lucrativos que atua na cidade. Japoneses provaram o típico arroz com feijão e bife brasileiros, petiscos coreanos e doces peruanos.

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Comentários

  1. Joao Hayashi disse:

    Sou fã desse rapaz. Parabéns

  2. mestiso disse:

    tem q respeitar leis japonesas

  3. Josue Fagundes disse:

    Parabéns ao ângelo Ishi que sempre esta trabalhando para difundir mais a integração dos estrangeiros com japoneses

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