Cotidiano

15 de março de 2010   |   Imprimir este texto Imprimir este texto    |  Enviar por email Enviar por email  | 

Estrangeiros e japoneses discutem a convivência em conjuntos habitacionais

Portal Web News
Reportagem e fotos: Kouichi Takahashi - Nagoya


Troca de experiências traz a o dia-a-dia na visão de quem faz papel intermediário

“É preciso pensar o que podemos fazer um pelo outro. Nós, estrangeiros, sofremos com a falta de informações. Qualquer troca de informações é válida. Isso é também um exemplo dos adultos para influenciar positivamente as crianças”, sugeriu Alice Murakami, consultora na cidade de Higashiura.

Com o tema “A comunidade pode mudar?”, foi realizado no último sábado (13) o Seminário sobre a Internacionalização da Comunidade 2010 no Centro de Internacional de Nagoya (NIC). No formato de painel de discussões, estrangeiros e japoneses que atuam em comunidades locais apresentaram suas propostas, baseadas em suas experiências, para construir uma sociedade em conjunto com estrangeiros.

Alice Murakami estava entre os cinco convidados para a discussão. A brasileira, que atua como consultora de estrangeiros da cidade de Higashiura (Aichi), contou suas experiências na criação de seus dois filhos e lembrou, como outros presentes, a importância da confiança e da comunicação entre moradores.

Outro convidado brasileiro, Hideo Ariga, síndico dos moradores do Ojima Jutaku, localizado em Nishio (Aichi), falou de seu papel como intermediário entre moradores japoneses e estrangeiros e ressaltou que mudanças nas regras para moradia vêm ultrapassando os problemas. Mas lembrou também que é preciso contar com a diversidade.

“Assim como entre os japoneses há diversos tipos de pessoas, também é assim entre os estrangeiros. Gostaria que os japoneses os vissem individualmente, como uma pessoa e não como estrangeiro”, disse o brasileiro.

Já o japonês Ryuta Fujii, presidente da Associação de moradores do Iwata Danchi, conjunto habitacional com forte presença de estrangeiros, explicou que o grande desafio é conscientizar sobre a igualdade entre as pessoas. “É difícil obter resultados imediatos depois de uma ação. Leva pelo menos cinco ou dez anos para observar mudanças na forma de pensar. Mesmo assim, não deixamos e promover atividades buscando a conscientização”, explicou Fujii.

O público, de cerca de 130 pessoas também foi questionado sobre temas como comunicação, preconceito, educação, entre outros assuntos.

O evento que aborda a comunidade como tema, teve início em 1987 e vem mudando, segundo o organizador, nos últimos anos seu foco para convivência multicultural devido a longa permanência dos estrangeiros no país. Kaoru Miyagawa, chefe da divisão de projetos intercâmbio e cooperação do NIC (Centro Internacional de Nagoya), espera que o evento seja uma oportunidade para caminhar rumo à comunidade multicultural.

“Com o passar do tempo, os moradores estrangeiros deixaram de ser visitantes e passaram a ser membros da comunidade local. Queremos, com esse evento, reunir os moradores japoneses e estrangeiros para conhecer e discutir o que cada um pensa a respeito do tema. Mesmo que não possamos sair daqui com as soluções para todos os problemas, acredito que essa é mais uma oportunidade para criar um momento de integração”, observou Miyagawa.

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Comentários

  1. mestiso disse:

    tem q respeitar os japoneses

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