“Repórteres Sem Fronteiras” alertam para controle de internet feita por governos em diversos países
A censura na internet se estende pelo mundo no mesmo ritmo em que a rede se transforma em um meio de contestação política, em particular nos países que carecem de sistemas democráticos.
Os dados foram publicados nesta quinta-feira (11) no relatório sobre a liberdade de imprensa na internet da organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF).
A organização denunciou um reforço de controle da rede em 2009 e o número crescente de países que fazem frente ao crescimento da capacidade de mobilização de alguns ‘internautas-cidadãos’, cada dia mais inventivos e solidários.
Cerca de 60 países, 50% a mais que em 2008, foram afetados por casos de censura na internet ao longo do ano passado. Aproximadamente 120 blogueiros foram parar atrás das grades, 72 deles na China, a maior prisão do mundo para os ‘ciberdissidentes’, seguida do Vietnã e do Irã, precisa o relatório.
“Em um terço do planeta, a liberdade de expressão na internet está ameaçada. É uma tendência perigosa que é preciso combater com vigor”, disse o responsável pela RSF, Jean-François Julliard, à Agência Efe.
Algumas democracias ocidentais, como Austrália, Coréia do Sul, França, Itália e Reino Unido, adotaram ou estão estudando legislações de controle na rede “em nome da luta contra a pornografia infantil e o roubo de propriedade intelectual”, assinala a RSF.
“O equilíbrio entre o combate de práticas como a pedofilia e racismo e o cerceamento da liberdade de expressão é muito complicado”, reconheceu Julliard, que assegurou que o segundo princípio sempre tem que prevalecer.
O relatório foi publicado na véspera da jornada mundial contra a cibercensura e coincidiu com a entrega do prêmio anual da RSF ao ‘net-cidadão’. Esse ano a homenagem ficou com o grupo feminino de internautas iranianas Mudança para a Igualdade.
Concebido em setembro de 2006 por cerca de 20 mulheres, a maior parte delas blogueiras e jornalistas, o grupo preconiza o recolhimento de assinaturas para “obter a modificação de leis discriminatórias direcionadas às mulheres”.
No entanto, é em Mianmar, na Coréia do Norte, em Cuba e no Turcomenistão que a situação da liberdade de expressão na internet está pior, já que as autoridades impedem os cidadãos de acessar a rede.
“Esses países decidiram criar uma intranet de uso exclusivo para eles, excluindo os seus cidadãos do mundo”, assinalou Julliard.
“Estes países decidiram voltar a pôr fronteiras na internet, um espaço que devia derrubá-las. Os chineses são os mais avançados no controle de tudo que acontece na rede”, ressaltou.
Julliard destacou a importância que a rede tem em alguns países já que é o único meio para conhecer a sua situação interna. “O caso do Irã nos mostra que sem esses meios não conheceríamos muito do que acontece dentro desses países”, assegurou.
A Turquia e a Rússia ingressam a lista de “países sob vigilância”. Na Rússia, a contestação política se transferiu para a internet devido ao controle que o Kremlin exerce sobre os meios de comunicação tradicionais, o que faz com que o regime aumente a pressão sobre os blogueiros e o fechamento de sites considerados “extremistas”.
No caso da Turquia, a persistência de assuntos tabu como o Exército, as minorias, os curdos e a dignidade da nação, mantém bloqueadas páginas como YouTube, enquanto os blogueiros que tratam desses temas “se expõem a represálias, sobretudo judiciais”.
A RSF alertou também sobre a situação nos Emirados Árabes, na Bielorrússia e na Tailândia, países sob vigilância, mas que podem se transformar em inimigos da internet perante as direções que estão tomando algumas de suas práticas governamentais.






















Liberdade de expressão na net por favor não censure o que ainda podemos criticar mesmo sendo um anômimo ainda temos a palavra então não podemos deixar que nos calem!!! Viva a democracia!!!
vc acha q tem censura no site jornal ipc,globo.com,revista veja,uol?,etc……..