Internacional

9 de março de 2010   |   Imprimir este texto Imprimir este texto    |  Enviar por email Enviar por email  | 

ONU diz a empresários que igualdade de gênero é “bom negócio”

phayashi
Com Agência EFE - Nações Unidas


Companhias com políticas que promovem mulheres têm maiores lucros

"Faz tempo que se conhece o efeito multiplicador de dar força à mulher, mas o que é significativo e novo hoje em dia é que o próprio mundo corporativo sabe que a igualdade é um bom negócio", disse a diretora da Unifem, Inés Alberdi.

A ONU pediu nesta segunda-feira ao mundo empresarial um esforço maior para eliminar os obstáculos que ainda dificultam a ascensão da mulher no ambiente corporativo e impedem o aproveitamento de todo o seu potencial.

O organismo aproveitou a comemoração do Dia Internacional da Mulher para apresentar um guia com recomendações para avançar na igualdade de gênero na iniciativa privada, questão ainda em debate na luta pelos direitos da mulher.

O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, ressaltou que a igualdade de gênero não é apenas um “assunto de direitos humanos”, mas também “um imperativo econômico e social”.

“Até que mulheres e meninas não se libertem da pobreza e da injustiça, objetivos como a paz, a segurança e o desenvolvimento sustentável estão em perigo”, apontou Ban em nota.

As recomendações ao setor privado apresentadas pelo Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher (Unifem, na sigla em inglês) e o programa de responsabilidade corporativa do organismo, Global Compact, ganharam o título de “A Igualdade é Negócio”.

Alberdi e o diretor-executivo do Global Compact, Georg Kell, enumeraram em entrevista coletiva sete princípios que o mundo empresarial pode seguir para integrar a mulher em postos de comando com sucesso.

Ambos lembraram que a presença da mulher em cargos altos e conselhos de direção continua sendo muito baixa e citaram como prova disso um estudo da emissora britânica “BBC” de 2009 segundo a qual apenas 10% dos diretores das 100 principais empresas com ações na bolsa de valores de Londres são mulheres.

Kell e Alberdi também falaram que uma recente pesquisa da empresa de consultoria McKinsey feita com 2.300 altos executivos de empresas multinacionais revelou que as companhias com políticas de promoção da mulher têm lucros maiores.

Alguns dos princípios incluídos no guia são a adoção da igualdade como prioridade nos altos escalões das companhias, a implantação de uma política de tolerância zero ao assédio sexual e a promoção da educação e do treinamento da mulher.

Alberdi ressaltou que o “próximo horizonte” na defesa dos direitos das mulheres é alcançar os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio em 2015, já que suas oito metas estão ligadas ao progresso da mulher.

A diretora da Unifem também considerou importante que as Nações Unidas iniciem a nova “superagência” centrada na promoção e na defesa dos direitos da mulher cuja criação foi autorizada pela Assembleia Geral no ano passado.

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Comentários

  1. mestiso disse:

    bom ter igualdade entre ocidentais e orientais,brancas , negras, vermelhas (indigenas) e amarelas (asiaticas) no mundo todo.ONU ta certa.

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