Mais de 2 milhões estão desabrigados, 802 mortos e ainda não se calcularam perdas materiais
A presidente do Chile, Michelle Bachelet, e seu sucessor, Sebastián Piñera, afirmaram nesta quinta-feira que a reconstrução do país após o poderoso terremoto de sábado será uma tarefa de vários anos.
Enquanto as seguidas réplicas do terremoto de 8,8 graus na escala Richter continuam assustando os dois milhões de desabrigados e os demais chilenos ainda são reféns do medo, mesmo com a ajuda começando a fluir.
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Em Concepción, que segue sob toque de recolher noturno, da mesma forma que outras partes da região de Maule, abriram nesta quinta-feira alguns supermercados pela primeira vez desde o terremoto e dos saques que, nos dias após o tremor, davam a impressão de se tratar de uma cidade sem lei.
Embora as perdas materiais ainda não tenham se traduzido em números, Bachelet considerou nesta quinta-feira que as tarefas de reconstrução durarão praticamente os quatro anos do Governo Piñera, que assumirá o poder daqui a uma semana.
“Praticamente todo o próximo Governo ou pelo menos três anos do Governo próximo”, disse a presidente à rádio local “ADN”. “Vamos levar o país adiante”, assegurou.
Sebastián Piñera, que assume o governo no próximo dia 11, mostrou uma visão parecida ao apontar que, devido à emergência, precisou modificar o programa de Governo. “Nosso futuro Governo não vai ser o Governo do terremoto, vai ser o Governo da reconstrução”, disse o presidente eleito ao divulgar os nomes de seus representantes nas regiões mais atingidas pelo sismo.
Enquanto isso, o desespero não deixa os desabrigados, apesar de a entrega de ajuda ter se regularizado e os serviços básicos de água e luz terem começado a ser separados em alguns setores das cidades mais atingidas.
O rastro dos saques, no entanto, não desapareceu. A Polícia revirava nesta quinta-feira os escombros de uma loja de departamentos que foi incendiada para verificar rumores de que 19 pessoas teriam morrido ali.
Em Constituición, também na região do Maule, 45% da cidade já contam com energia elétrica e, além de alguns pontos comerciais, um banco está funcionando.
Para constatar a forma como a ajuda é distribuída, Bachelet percorreu nesta quinta-feira os centros de armazenamento instalados em Santiago, Concepción e Talca.
“Queremos assegurar que as coisas estão chegando ao povo. Uma das coisas que me desespera (…) é que o povo esteja sem as provisões básicas”, disse o presidente eleito.






















JP ta ajudando chile