
Graciosidade e força combinam no futsal de Andrieli Mitie de Souza. Ela joga como ala, atuando pelos flancos da quadra, o que exige velocidade e vitalidade. Gosta de jogar como fixo, distribuindo a bola pelo meio. No certame de Gunma ela fez dois gols.
Forte marcação, excelente posicionamento e, quando necessário, usar a força para barrar o ataque adversário. Essas são algumas das qualidades exigidas de um bom jogador de futsal. Essas também são algumas das principais características da atleta Andrieli Mitie de Souza, 21 anos, que atua no esporte.
A diferença é que ela joga na liga masculina de futsal em Oizumi (Gunma), mostrando desempenho que supera muitos homens.
Ela virou atração da Série Bronze na Liga BFC de futsal. O time em que Andrieli atua chegou às semifinais da temporada 2009-2010 em primeiro lugar.
Normalmente, ela entra no início do segundo tempo das partidas. A atleta exerce forte marcação nos jogadores adversários e se preocupa com o posicionamento defensivo. Quando está no ataque, ela dá passes milimétricos e o chute ao gol tem impacto. A jogadora não foge das divididas de bola com os homens. Quando é necessário chega com força para definir a jogada. Quando está uniformizada, a sua cara angelical ganha feição de seriedade e determinação.
Andrieli começou a jogar futsal no Brasil, em Uberlândia, no Estado de Minas Gerais. Ainda criança, ela integrou times da região e disputou várias ligas pela equipe Tibery Futsal, uma das principais da cidade mineira.
Há dois anos veio ao Japão, onde divide seu tempo entre o trabalho em uma fábrica de peça automotivas em Ota (Gunma) e os treinos de futsal duas vezes por semana. Aos sábados e domingos joga na liga masculina. E ainda, tem tempo para namorar. Seu namorado também é integrante na mesma equipe em que ela atua.
Para a atleta é um privilégio jogar entre os homens. “Surgiu o convite, não desperdicei a oportunidade e estou aprendendo bastante”, afirmou Andrieli.
Ela disse que entra sempre no segundo tempo dos jogos porque os orientadores da equipe querem manter a cadência da partida. “Na verdade, todos se revezam para não quebrar o ritmo de jogo”, explicou.
Apesar de estar gostando do resultado nessa nova experiência, Andrieli queria mesmo voltar a jogar no futsal feminino. Ela soube que existem ligas semiprofissionais no Japão e aguarda uma nova oportunidade para mostrar que graciosidade e força combinam no esporte que, há muito tempo, deixou de ser território masculino.






















joga na seleçao feminima brasileira