Internacional

2 de março de 2010   |   Imprimir este texto Imprimir este texto    |  Enviar por email Enviar por email  | 

Chile tem toque de recolher e militares nas ruas

Agência EFE
Santiago do Chile


Aumento de roubos e vandalismo nas ruas preocupa país

O Governo chileno ordenou nesta segunda-feira (1) aumentar de quatro mil para 6.500 o número de militares nas regiões de Maule e Bío-Bío (sul) e ampliar para 16 horas o toque de recolher na província de Concepción devido ao aumento na quantidade de roubos.

Além dos saques e do vandalismo, foram incendiados hoje – aparentemente de forma intencional – um supermercado e uma loja de departamento no centro de Concepción, provocando a queda das duas edificações.

O balanço da primeira noite de toque de recolher na cidade de Concepción, uma das mais afetadas pelo terremoto de sábado, foi de um morto e 55 detidos.

Em Santiago, a presidente chilena, Michelle Bachelet, anunciou o envio a essas duas regiões de 120 toneladas de alimentos e outros produtos de primeira necessidade, assim como o desdobramento de 13 aviões, 24 helicópteros e um número ainda não determinado de hospitais de campanha.

A medida foi tomada depois que a governante se reuniu ontem com o presidente eleito, Sebastián Piñera, que criticou a fraqueza com que, segundo sua opinião, o Executivo encarou os desmandos na área da catástrofe.

Bachelet adiantou que o ministro da Defesa, Francisco Vidal, viajará para a região nos próximos dias. O próprio Vidal anunciou, apenas um dia depois do começo do toque de recolher ordenado em princípio das 21h até as 6h de terça-feira, horários locais, que a restrição se aplicaria das 20h da segunda-feira às 12h de terça-feira.

Esta ampliação afeta apenas à província de Concepción, que inclui a cidade portuária de Talcahuano, devastada por um tsunami, e não ao conjunto da região de Bío-Bío, da qual Concepción é capital.

O toque de recolher foi imposto devido ao estado de exceção declarado ontem pela presidente para essas duas regiões e foi ampliado na província de Concepción por causa dos saques e atos de vandalismo registrados.

“Quem quiser se impor sobre o Estado de direito terá que sofrer as consequências”, declarou hoje Vidal no aeroporto de Santiago, de onde supervisionou o envio de ajuda à região junto com Bachelet.

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