Japão

1 de março de 2010   |   Imprimir este texto Imprimir este texto    |  Enviar por email Enviar por email  | 

Japão se prepara para catástrofe, mas tsunami perde força

phayashi
Com Agência EFE - Tokyo


O alerta de grande tsunami não era acionado há mais de 17 anos

O Japão ativou no domingo todos os alertas que possuía e ordenou a retirada maciça de habitantes da costa devido ao tsunami gerado após o terremoto de sábado no Chile, que acabou causando danos menores que o temido.

A Agência Meteorológica do Japão emitiu seu maior alerta de tsunami em 17 anos com a memória de 1960 ainda viva. Naquele ano, um terremoto de 9,5 graus na escala Richter, que sacudiu o Chile, levou fortes ondas à costa japonesa e deixou 140 mortos.

O alerta de hoje foi dado após o grave terremoto de 8,8 graus na escala Richter que abalou o Chile neste sábado e causou mais de 300 mortes.

O temor de ondas de até 3 metros na área nordeste da ilha de Honshu, a mais povoada do Japão e onde se encontra Tóquio, levou hoje à paralisação de frotas de trens e à suspensão de eleições municipais.

Segundo a agência de notícias “Kyodo”, as autoridades japonesas ordenaram a evacuação de 320 mil pessoas nas províncias de Iwate, Aomori e Miyagi, em Honshu. Todas receberam um aviso de “grande tsunami” (ootsunami keihou = 大津波警報), apesar de toda a costa do Pacífico do Japão ter sido alertada da possibilidade de fortes ondas devido ao terremoto chileno.

A Agência Meteorológica do Japão emite um alerta de “grande tsunami” quando espera ondas de mais de 3 metros de altura, capazes de criar grande destruição. A última vez que o fez foi em 1993, após um terremoto de 7,8 graus em Hokkaido, no norte do país.

No Japão, o alerta máximo esteve vigente de 9h até as 19h, mais ou menos na mesma hora em que o Centro de Alerta de Tsunamis do Pacífico levantou o aviso emitido para 53 países.

A precaução se manteve no Japão durante um pouco mais, pois os meteorologistas temiam mais o impacto da segunda e terceira séries de ondas que da primeira.

O primeiro-ministro japonês, Yukio Hatoyama, alertou a população que o tsunami “não são apenas as primeiras ondas”. “Nunca podemos nos sentir

otimistas e pensar que estamos a salvo porque já chegou a primeira onda. Um tsunami é algo que é preciso temer”, explicou.

No final, as ondas que chegaram à costa foram menores que o anunciado. A mais alta tinha 1,45 metro e atingiu o porto de Otsuchi, na província de Iwate, por volta das 15h40, segundo a “Kyodo”. A população estava avisada desde horas antes.

A Polícia japonesa informou que, no fim deste domingo, não se tinha informação sobre vítimas ou danos graves, e a situação estava em calma nas

zonas em alerta.

Por ser propenso a sofrer abalos, ao se encontrar sobre várias placas tectônicas, o Japão é também um dos países mais preparados do mundo para responder a terremotos ou tsunamis.

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