Cotidiano

22 de fevereiro de 2010   |   Imprimir este texto Imprimir este texto    |  Enviar por email Enviar por email  | 

Festival das Comunidades Estrangeiras de Tokai quer ir além de intercâmbio cultural

Portal Web News
Reportagem e fotos: Priscila Hayashi


Oportunidades de negócios e mercado de trabalho foram abordados entre brasileiros, filipinos, peruanos e chineses

ABT apresenta suas atividades para brasileiros. Os grupos presentes citaram o ano de 2009 como um dos mais difíceis para a comunidade estrangeira.

Em sua segunda edição, o Gaikokujin Community Festival (Festival das Comunidades Estrangeiras), reuniu ontem (21) sete associações que fazem trabalhos voluntários em prol das comunidades estrangeiras que vivem no Japão.

O evento reuniu grupos com muitos anos de experiência no voluntariado, como a ABT (Associação Brasileira de Toyohashi) e a Associação Amigos do Brasil (Minokamo), assim como associações nascidas da crise econômica, que teve início no final de 2008, como a Associação Brasileira Homigaoka, formada por moradores do Homi Danchi (Toyota), um dos conjuntos habitacionais com maior concentração de brasileiros do país.

Grupos de peruanos, chineses e filipinos também estiveram presentes no evento trazendo informações de outras comunidades estrangeiras.

José Arturo Medina, Presidente da APEAA (Associação Peruana de Aichi APOIO), localizada em Iwakura, apresentou, além das atividades do grupo, pratos típicos e falou de intercâmbio nos negócios, com foco no turismo do público japonês no Peru.

Além da apresentação de suas atividades para o público, em sua maioria composto por japoneses, o objetivo do encontro, segundo a organização, foi promover não só a cultura, mas atividades e negócios.

Makiko Kawamura, Secretária-geral do Centro de Recursos para Comunidade Multicultural em Tokai, responsável pelo evento, explica que o grupo foca o intercâmbio internacional de forma abrangente.

“Uma empresa japonesa que foca estrangeiros pode buscar saber mais sobre a comunidade peruana, entrando em contato com uma associação; uma NPO pode buscar com as outras informações de como conseguir verba pública para promover consultas gratuitas; uma pessoa comum pode conhecer mais sobre outras culturas; existem diversas oportunidades se as pessoas aceitarem a troca”, explica Kawamura.

Foi buscando essa troca que o brasileiro Mario Felix dos Santos esteve no Winc Aichi no domingo. Representando o ABRAHOMI (Associação Brasileira Homigaoka), ele explicou que o grupo, formado por 10 pessoas vem tentando há um ano promover uma melhor convivência entre brasileiros e japoneses.

“Começar uma associação é fácil, na primeira vez todo mundo ajuda a organizar um evento beneficente, inclusive colocando o próprio dinheiro, mas manter isso é difícil. Depois que a nossa associação começou a ser divulgada, começamos a ser convidados para participar de eventos, mas o custo de deslocamento começa a pesar no bolso”, explica o brasileiro.

Edna Ono, do ASFIL Gifu, que oferece suporte para filipinos, falou das dificuldades de reunir e levar informações do país para os estrangeiros. “Algumas coisas não chegam aos estrangeiros, como os descontos de Gifu-cocard”.

Sem experiência administrativa, ele conta que cada passo dado pela ABRAHOMI é difícil. Nesse sentido, ele questionou outras associações, representantes do governo e outras comunidades estrangeiras buscando apoio.

“Cada associação faz seu trabalho localizado, mas é importante que os grupos se unam ampliando ainda mais a atuação dessas organizações”, sugere Kawamura. Ela lembra que, com as demissões em massa, a opção para muitos estrangeiros foi o setor de cuidado aos idosos, “mas por que não ir além disso?”, questiona. E afirma que as associações têm papel fundamental nesse novo cenário do mercado de trabalho japonês.

Com dinheiro fictício, a organização pediu que o público fizesse doação às NPOs presentes junto com sugestões de melhorias e palavras de incentivo. A associação peruana ficou com ¥62 milhões em incentivos fictícios, sendo a mais recebeu doações.

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Comentários

  1. mestiso disse:

    primeiro dekaseguis tem que aprender japones

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