Órgão diz que busca segurança ao propor aliança com China e Índia

O secretário-geral da Otan, Anders Fogh deixou claro, no entanto, que as ideias de sua organização de cooperar com outros países não representam uma tentativa de competir com as Nações Unidas.
O secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), Anders Fogh Rasmussen, afirmou neste domingo (7) que a aliança pretende assumir um papel global em segurança e conseguir acordos estratégicos além de sua zona natural de influência, como em China e Índia.
No último dia da Conferência de Segurança de Munique (Alemanha), Rasmussen comentou que, “na era da insegurança global”, a Otan deve buscar a cooperação além de suas fronteiras e se tornar um fórum global em defesa.
Rasmussen disse que a aliança deve se tornar núcleo de uma rede de sociedades de segurança e um centro de assessoria para questões internacionais de segurança, inclusive para aquelas em que a “Otan nunca será ativa”.
Segundo ele, o caso do Afeganistão tornou clara “a mudança dramática na maneira de atuar da aliança”. O secretário-geral da Otan disse ainda que a cooperação com outros países “funciona” e deve ser ampliada – após conseguir uma aliança com a Rússia – às grandes potências emergentes da Ásia (China e Índia).
No mesmo debate em Munique, o comandante-em-chefe da Otan, o almirante americano James Stavridis, pediu que na nova estratégia da Otan, que deverá ser definida na próxima cúpula de Lisboa, se alcance um equilíbrio entre a “dura” potência militar e a “suave” influência política e econômica.
O principal militar da Otan advertiu que devem ser levadas muito a sério novas ameaças como a guerra eletrônica, já que “no futuro o perigo não chegará através do bombardeio de um avião, mas pelos cabos de fibra ótica”.
Já o presidente da comissão de assuntos exteriores da Duma, o Parlamento da Rússia, Konstantin Kosatschew, reiterou a rejeição de seu país a uma possível entrada na Otan de países como Ucrânia e Geórgia. “Assim que a Otan atuar além de suas fronteiras já não será mais uma questão interna da aliança”, disse Kosatschew para expressar sua rejeição às ambições colocadas por Rasmussen e Guttenberg.
Rasmussen lembrou que a Otan atua no Afeganistão sobre a base de uma resolução das Nações Unidas e que uma possível intervenção em outros lugares sempre será feita com respaldo da ONU.
“A globalização é irreversível também em matéria de defesa e segurança”, afirmou o político dinamarquês.














