Internacional

6 de fevereiro de 2010   |   Imprimir este texto Imprimir este texto    |  Enviar por email Enviar por email  | 

Reunião do G7 para o fim da crise começa cercada de polêmicas

Agência EFE
Toronto


Países mais ricos do mundo se reúnem em Iqaluit a temperaturas de 20 graus negativos

O anfitrião canadense Jim Flaherty. Entre os pratos que serão servidos entre ministros e governadores de Bancos Centrais será a carne de foca. EUA e Europa proibiram a comercialização da carne devido à suspeita de que a caça do animal no Canadá não é feita seguindo métodos que respeitem os mamíferos e evitem seu sofrimento.

Os ministros de Economia e governadores dos Bancos Centrais do G7 iniciaram ontem (5) uma reunião centrada no fim da crise e na regulação do setor financeiro, mas o encontro já está cercado de polêmicas, a começar pelo local escolhido: Iqaluit, na região do Círculo Polar Ártico canadense.

Iqaluit, que fica 2.334 quilômetros a norte de Toronto, só é acessível por avião ou barco, tem cerca de 6.500 habitantes e menos de dez hotéis. Em suas poucas ruas, o meio de transporte mais visto durante o inverno do Hemisfério Norte são motos de neve. A expectativa dos meteorologistas é de temperaturas que podem descer aos 20 graus negativos nos próximos dias.

A escolha dos anfitriões canadenses causou polêmica com as delegações de Estados Unidos, França, Reino Unido, Itália, Alemanha e Japão, os outros países que compõem o grupo dos sete mais ricos do mundo.

O ministro das Finanças do Canadá, Jim Flaherty, justificou a escolha como parte do interesse do país em reivindicar sua soberania sobre as regiões árticas, devido às crescentes disputas com Dinamarca, Rússia e Estados Unidos sobre limites territoriais e direitos sobre recursos naturais.

Mais uma polêmica foi em relação à Rússia, que protestou por ter sido excluída da reunião, que também servirá para preparar a cúpula do G8 (grupo que reúne o G7 e a própria Rússia), que acontece no final de junho em Toronto, também no Canadá.

Outra decisão dos organizadores canadenses que causou estranheza foi o anúncio de que não será emitido um comunicado final resumindo as conclusões dos participantes da reunião.

As delegações já adiantaram que pelo menos três países (EUA, Reino Unido e França) vão pressionar para que sejam feitos avanços no sistema financeiro internacional, ao que o Canadá já expressou sua oposição.

A solidez da recuperação, os pacotes financeiros de estímulo econômico e o aumento do déficit, assim como o valor da dívida chinesa, estarão na agenda de Iqaluit, segundo funcionários do Ministério das Finanças do Canadá.

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