Ou país pode perder posto de número dois do mundo para China
O Japão fechou o ano de 2009 com uma certa recuperação da produção e do consumo, mas com a deflação como a maior ameaça para uma economia que poderia ceder este ano seu posto de segunda maior potência mundial para a China.
O desemprego ficou em 5,1% em 2009, o pior nível em seis anos, mas, para as autoridades japonesas, o maior temor é uma deflação que se instalou no Japão com uma queda dos preços de 1,3% no ano passado, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (29).
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Yukio Hatoyama, disse que a primeira missão do Governo deve ser devolver o Japão ao caminho do crescimento evitando uma recaída.
O Banco do Japão (BOJ) acredita que a economia japonesa crescerá 1,3% no ano fiscal que começa em abril, mas alertou sobre os problemas que a deflação que já dura dez meses pode causar sobre o indicador que mede a riqueza do país.
O primeiro-ministro japonês, Yukio Hatoyama, disse nesta sexta que a primeira missão do Governo deve ser devolver o Japão ao caminho do crescimento e evitar, assim, uma recaída, por isso pediu o apoio da Dieta (Parlamento) para a aprovação de novos programas de estímulo.
Além disso, Hatoyama pediu ajuda ao BOJ para corrigir a deflação que está afetando gravemente a receita das empresas japonesas e prejudica a evolução de uma economia com um grande componente de consumo interno.
Quando saírem os dados do PIB do último trimestre de 2009, o Japão poderia ceder o posto de segunda maior economia mundial à China, mas a forte valorização do iene em relação ao iuane e ao dólar, e a mais que provável melhora nesse período, poderia adiar a substituição.
Dívida interna é preocupante
No entanto, para o Governo japonês, há problemas mais urgentes, como a redução da dívida nacional, que está se aproximando de um volume que representa o dobro do PIB e que não parece que vá diminuir a curto prazo, devido às necessidades de financiamento das medidas anticrise.
Devido a este peso, o Standard and Poor’s reduziu esta semana a qualidade creditícia AA do Japão para “negativo”, em vez de “estável”, argumentando que o Governo não está tomando medidas sérias para reduzir a dívida, a maior de todas as nações industrializadas.
O Executivo japonês prometeu uma política fiscal sólida e cortes de despesas desnecessárias para financiar os planos de estímulo e um novo orçamento para o ano fiscal que começa em abril, com o objetivo de reduzir os problemas dos Governos regionais, das empresas e incentivar o consumo.
Recuperação do consumo
No entanto o consumo das famílias segue aumentando desde maio, encorajado pelos descontos governamentais ao consumo de eletrodomésticos, eletrônicos e automóveis, que deram força às empresas japonesas, muitas das quais voltaram ao lucro após sofrer o pior da crise em 2008.
Além disso, a China, que vem logo atrás do Japão no ranking das principais economias mundiais, transformou-se no principal mercado que permitiu que o Japão aumentasse suas exportações em dezembro pela primeira vez em 15 meses.
Grandes empresas como a Toyota, a Nissan, a Hitachi e a Panasonic estão orientando sua estratégia de vendas para o mercado chinês, país para onde olha agora o empresariado japonês, em detrimento do tradicional aliado americano.






















A grande vantagem do Japão, é justamente a experiência de já ter passado por “tudo” – guerras, pobreza, e crescimento até o posto de segunda maior economia do mundo. Com certeza, isso tudo o torna apto a buscar saídas e conseguir se permanecer no topo.
Sabemos que para os Dekasseguis, nada mais será como antes. Mesmo assim, sem os implementos do governo, é que não haveriam chances mesmo. O jeito é torcer para que as velhas raposas japonesas, encontrem novamente a trilha do sucesso.