Grupo pensa em organizar consultas mensais para os pais estrangeiros
Cerca de 30 pessoas, entre educadores e representantes de empresas que contratam mão de obra estrangeira na cidade de Ogaki (Gifu), reuniram-se na última terça-feira para discutir uma medida de apoio à educação de crianças estrangeiras, noticiou o website do jornal Mainichi.
De acordo com o artigo, ficou acertado na reunião que uma consulta destinada à orientação dos pais será realizada mensalmente na cidade. Estarão disponíveis informações sobre os rumos da educação, cotidiano na escola e eventos relacionados. O grupo se encarregará de solicitar aos empregadores que liberem os pais para participarem desse dia de consultas.
Uma pesquisa realizada em outubro passado pela Comissão Educacional da cidade, aponta que cerca de 80% dos pais de crianças estrangeiras demonstram preocupação com a educação dos filhos.
O grupo citou ainda que o número de alunos estrangeiros nas escolas públicas da cidade caiu para 210 no dia primeiro de janeiro. Na mesma data do ano passado, estavam matriculados 263 estudantes estrangeiros.















Antigamente, no tempo em que ainda vinham famílias com crianças do Brasil para cá, parece que as escolas “brasileiras” daqui, eram a opção mais prática. Os pais logo podiam se dedicar ao trabalho com suas muitas horas extras, tranquilos.
Os tempos mudaram muito de lá para cá. Estudar em escola japonesa, ou que ofereça a mesmíssima formação, tornou- se questão primordial, já que grande parte das crianças de hoje, nasceram e talvez se tornem adultas aqui.
Para dificultar mais, a formação na Língua Portuguesa continua sendo um requisito básico da Educação, pois ainda está longe o tempo em que deixaremos de ser estrangeiros, brasileiros e portanto, com muita probabilidade de no futuro, ter que fazer a vida no Brasil.
Tempos difíceis estes. Se sómente 80% se preocupam, será que significa que o restante já conseguiu encontrar o equilíbrio…
Pois é Nihondeeto, o dekassegui ficou anestisiado ou diria acomodado com a vida no Japão.
Poucas famílias ou jovens não enxergararm que aqui difíclmente saiririam do gueto
Exemplos como o de Silvia Lumy Akioka que veio ao arquipélago com 17 anos e que descobriu que existem outros mundos do que o universo da mão de obra descartável , são raros.
Ela que não caiu no canto da sereia do consumo desenfreado, dos carrões, das baladas da ilusão, teve a cabeça no seu foco de que tudo aquilo um dia acabaria, com acabou.
Quantos jovens que estavam com a idade da Silvia e que continuaram no Japão, agora com filhos pra criar sem nenhuma perspectiva educacional decente, sem nenhum futuro profissional , sem nenhuma chance de mobilidade social.
Se esses 80% que se dizem preocupados com a educação pudessem ler o texto acima, acho que tirariam as suas próprias conclusões.
Devo concordar com você ”Pequenas cousas” realmente a nossa realidade foi e ainda continua sendo essa, muitos ainda não caíram na real que o sonho acabou…
Acabo de receber um email do webmaster do Portal Web News comunicando a política do portal de não permitir a postagem de links, por motivos de segurança.
Bom nesse caso para os interessados na estória da SIlvia Lumy Akioka, o relato da vida dela de ex-dekassegui a bolsista da Universidade de Kyushu , está no portal discovernikkei.org nos artigos mais recentes sob o titulo
Capitulo 8 , lembranças de uma ex dekasegui.
Olá, meus caros. Agradeço pela citação e fiquei muito feliz por mencionarem meu artigo do discovernikkei.
Realmente, como o “Pequenas Cousas” disse, os filhos de dekasseguis podem cair ou não no canto da sereia. No Japão, tudo é muito prático e é um país onde se pode ter QUALIDADE DE VIDA. A tendência é querer continuar no Japão e ficar achando que tudo no Brasil continua igual, como se tudo tivesse parado no tempo. Eu tento não questionar se isso é errado ou não, já que cada um de nós deve procurar o que nos traz felicidade, mas os pais realmente tem bastante poder e influência nesse assunto.
Uma alternativa interessante que ouvi dizer que existe em Ibaraki, é o acordo entre empreiteiras/fábricas com os estudantes. Pode-se trabalhar em fábricas, desde que o jovem continue frequentando a escola.
Porém, é claro que frequentar a escola, não significa ter traçado metas e objetivos, é aí que entra o papel dos pais. A iniciativa deste grupo da cidade de Ogaki é muito interessante e nobre, já que imagino que os pais também se sintam um pouco perdidos na educação dos filhos nessa situação. Parabéns pela iniciativa, ela mostra que não bastou a preocupação com esse assunto, foi preciso fazer algo na prática.
Quanto ao último parágrafo da matéria, que menciona sobre a queda no número de estudantes nas escolas públicas, questiono se esse número não caiu porque os dekasseguis retornaram ao Brasil devido à crise mundial ou se simplesmente pode-se concluir que os pais estão menos preocupados e retiraram os filhos das escolas.
Canto da sereia…
Ja escrevi em outro lugar,mas da para imaginar facilmente,um dekassegui (tanto quanto adulto como crianca) tentando aprender japones,mas os amigos (da onca ) comecando a tirar o sarro falando “Hiii ,o cara ta querendo virar japones ” “Ta querendo deixar de ser brasileiro ” etc etc
Parece nao ser muita coisa,mas pode ter certeza q isso ” ajudou” muitos a desistirem de aprender…
Quem realmente estabelece um objetivo e corre atrás sem ligar para o que os outros pensam ou dizem, é que consegue vencer esses obstáculos. Ninguém disse que é fácil, mas quem disse que atingir uma verdadeira conquista é fácil nessa vida?