Pesquisa americana mostra que é preciso analisar os custos e benefícios do medicamento
O antidepressivo é o medicamento mais receitado nos Estados Unidos, mas um estudo questiona sua eficácia com os pacientes que sofrem de casos mais leves de depressão.
Os autores da pesquisa, publicada na revista “Journal of the American Medical Association”, estudaram os dados de seis análises clínicas com 718 pacientes, que tomaram aleatoriamente antidepressivos ou placebo (substância inativa de efeito psicológico).
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Segundo pesquisador, os médicos deveriam considerar alternativas que não envolvam remédios, como o exercício e a psicoterapia.
Robert DeRubeis, psicólogo da Universidade da Pensilvânia e co-autor do relatório, lembra no estudo que os casos muito graves representam menos de 30% das pessoas que procuram tratamento.
Em declarações ao jornal “The Washington Post”, o psicólogo diz que é preciso “tomar nota e perguntar sobre os custos e os benefícios” dos antidepressivos.
O especialista assinala que os resultados do estudo deveriam ser levados em conta pelos médicos na hora de receitar antidepressivos nos casos mais leves, moderados e até nos mais sérios.
Karein Riley, porta-voz da Agência de Alimentos e Remédios (FDA), indicou em comunicado que a análise é “útil”.
Um estudo mais amplo publicado em fevereiro de 2008 havia alcançado conclusões similares. Nesse estudo, os pesquisadores utilizaram dados de todas as análises clínicas entregues à FDA para a obtenção de licenças para medicamentos como Prozac, Effexor e Paxil.






















Pude perceber através de alguns trabalhos voluntários e acompanhamentos médicos, que algumas pessoas quando portadoras de depressáo leve, acham que se trata apenas de estresse passageiro e evitam procurar tratamento. Algumas pessoas com problemas mais graves, que dificultam levar uma vida normal, demoram a procurar tratamento, as vezes por falta de domínio do idioma, ou medo de depender de remédios, ou por falta de recursos. Quando chegam até o médico, foi porque recebeu ajuda, apoio ou orientação das pessoas ao seu redor. Percebi que uma das recomendações médicas, é procurar ter uma vida social saudável, entre outros meios. Infelizmente, para os brasileiros, nem sempre é fácil ter uma vida social desejável. Seria interessante que iniciativas diversas, fossem criadas para ajudar mais eficazmente pessoas da nossa comunidade, portadoras desse distúrbio.