Ozawa garante que não vai renunciar e critica Justiça por atuar com motivações políticas
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Diante da imprensa, que transmitiu boletins ao vivo durante todo o sábado, Ozawa descartou renunciar a seu cargo de secretário-geral do PD.
Segundo a agência local “Kyodo”, o número dois do Partido Democrático (PD) compareceu por vontade própria, depois de diversas pesquisas mostrarem que a população japonesa quer sua saída por este escândalo – que ameaça a popularidade do primeiro-ministro, Yukio Hatoyama, também em queda livre.
Os promotores acham que o dinheiro utilizado para a compra de um terreno em Tóquio procedia de doações políticas ilegais que não foram declaradas. Ozawa, de 67 anos, afirma que o dinheiro era seu.
O terreno custou ¥400 milhões (US$ 4,3 milhões) e, segundo fontes da investigação, a quantia teria origem em financiamento ilegal do partido.
Durante sua declaração diante dos promotores, Ozawa negou que tenha havido doações ilegais neste caso e lhes pediu que realizem a investigação “de forma justa”, explicou, em entrevista coletiva, ao final de seu comparecimento.
Diante dos jornalistas, Ichiro Ozawa descartou também renunciar a seu cargo de secretário-geral do PD, como fez em várias ocasiões desde o início deste escândalo, enquanto o primeiro-ministro voltava a sair em seu apoio. Hatoyama disse que quer “acreditar” na inocência do secretário-geral de seu partido.
Dois assessores de Ozawa e um deputado do PD foram detidos no último fim de semana. A legenda governante acusa a Justiça de atuar com motivações políticas.
O deputado detido, Tomohiro Ishikawa, era secretário particular de Ozawa no momento em que aconteceu a compra. Segundo ele, houve um acordo para que o dinheiro não fosse incluído no relatório de despesas de um fundo político chamado Rikuzankai.
O PD acabou com mais de cinco décadas de Governo do Partido Liberal-Democrata (PLD) em setembro. Ozawa, o homem mais poderoso de seu partido, é considerado o artífice da vitória eleitoral.
Ichiro Ozawa era o candidato do PD ao Governo nas últimas eleições gerais, mas quatro meses antes do pleito, em maio, foi obrigado a renunciar por outro escândalo de doações ilegais, envolvendo seu secretário particular.
Agora o secretário-geral do Partido Democrático se nega a renunciar, e ainda conta com o apoio do primeiro-ministro. Os problemas de Ozawa provocaram uma queda na popularidade do atual premiê japonês – atualmente em 45%, segundo a última pesquisa.





















