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Entrevista

23 de janeiro de 2010   |   Imprimir este texto Imprimir este texto    |   Enviar por email Enviar por email

Brasileiro reúne informações sobre a criminalidade brasileira no Japão

Portal Web News
Reportagem e foto: Eder Hashizume - Oizumi


Nikkei, decassegui e advogado, Mário Tokairin, quer escrever um livro sobre o tema

O escritor Mário Tokairin, 62 anos, de Oizumi (Gunma), está preparando um livro que aborda os crimes cometidos pelos brasileiros no Japão. Ainda sem título e editora, o brasileiro está buscando mais elementos para compor sua publicação.

Entre os livros, Mário Tokairin quer abordar em sua obra sobre a criminalidade brasileira no Japão.

O interesse sobre o tema surgiu devido a sua formação profissional. Graduado em Direito, ele chegou a atuar como juiz e advogado em Mato Grosso. Tokairin chegou a ser ameaçado várias vezes por traficantes, posseiros de terra e fazendeiros do Estado. Até que levou um tiro no braço e resolveu vir ao Japão em 1990 para recomeçar a vida.

No arquipélago, trabalhou em fábricas, foi editor de duas publicações brasileiras e encarregado em empreiteiras. Atualmente, dá aulas de língua portuguesa em uma universidade e uma escola de ensino médio japonesas em Gunma.

Escrever o livro era um sonho que Tokairin alimentava desde o crime mais famoso cometido por um brasileiro. No início da década de 90 do século passado, o brasileiro Maeda Junior estrangulou uma hostess em Fujioka (Gunma) e pegou a pena de treze anos pelo homicídio. Desde então, Tokairin mantém recortes de publicações sobre a criminalidade brasileira no Japão, que servem de fonte para o seu livro. Todas as ilustrações que estarão compondo a obra foram desenhadas pelo próprio autor.

O crime que mais impressionou Tokairin foi o cometido por Edílson Donizete Neves. O criminoso enforcou Sônia Aparecida Ferreira Sampaio Misaki e os dois filhos dela em Yaizu (Shizuoka). Ele abandonou os corpos, refugiou-se em um apartamento de um casal de amigos e fugiu para o Brasil. Dois anos após cometer o crime, através de investigações, a polícia do Brasil prendeu Neves em janeiro de 2008.

“Foi principalmente depois desse crime, que o Japão começou a exigir rigor de conduta dos brasileiros no Japão e pediu ao governo brasileiro a criação de dispositivos para punir criminosos fugitivos como Neves”, afirmou Tokairin. “O mais engraçado e ao mesmo tempo triste é que a porta de salvação dos brasileiros que era Guarulhos (aeroporto) acabou se tornando Narita (aeroporto)”, disse. Ele se referiu aos brasileiros que deixavam o Brasil com esperanças de ganhar muito dinheiro no Japão. Mas, ao longo do ciclo dekassegui, a salvação para a maioria dos criminosos brasileiros foi voltar ao País.

Através do livro, Tokairin quer deixar registrada parte do que aconteceu com a comunidade brasileira no Japão e com a sociedade japonesa. “A presença dos brasileiros no Japão mudou o comportamento dos japoneses. Os japoneses, que vivem nas cidades que concentram os brasileiros, ficaram mais precavidos”, afirmou.

Informações sobre a obra de Mário Tokairin podem ser obtidas através do e-mail mariotokairin@hotmail.com ou pelo telefone celular 090-8035-2431.

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Comentarios

  1. gustavo disse:

    esse caras me envergonham,assim a reputaçao do brasil cai

  2. Na espera disse:

    E o livro já saiu?

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