Saúde

30 de dezembro de 2009   |   Imprimir este texto Imprimir este texto    |  Enviar por email Enviar por email  | 

OMS diz que ainda é cedo para dar por acabada a pandemia da gripe

phayashi
Com Agência EFE - Genebra


A diretora geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Margaret Chan, afirmou nesta terça-feira (29) que o nível de alerta pandêmico da gripe A deve ser mantido e que ainda é cedo para reduzi-lo.

“É prematuro anunciar o fim da pandemia de gripe causada pelo vírus H1N1, não seria prudente nem apropriado (diminuir o nível de alerta). Devemos continuar com a avaliação nos próximos seis a 12 meses”, afirmou Chan em entrevista coletiva.

“Não há nenhuma alegação que se baseie em fatos reais que possa concluir que isto não é uma pandemia. O vírus se propagou de forma sustentada em todas as regiões do mundo, afetou 205 países, deixando milhões de pessoas infectadas. E somos muito felizes porque a maioria deles teve apenas sintomas leves”, alegou Chan.

Outro dos argumentos de Chan para defender a manutenção do nível de alerta é a eventual mutação do vírus, dado que este, disse, “é altamente imprevisível”.

“Ninguém quer que haja uma mutação do vírus, porque há muito em jogo, mas também ninguém sabe o que pode ocorrer”, apontou. A diretora geral da OMS rejeitou as acusações sobre a conivência da instituição que dirige com as companhias farmacêuticas para vender as vacinas contra a gripe A.

“Que a pandemia de gripe tenha sido moderada é a melhor notícia da década”, ressaltou Chan.
Até o momento, o vírus da gripe H1N1 causou mais de 500 mil infecções e mais de 11 mil mortes.

Em relação a outros temas de saúde, Chan elogiou o trabalho da OMS na última década, e as conquistas alcançadas no mundo, “isso porque os Estados-membros se comprometeram com a saúde pública”.

Chan assinalou que entre 2000 e 2008 a taxa de mortalidade do sarampo caiu em 80%, e que atualmente existem 4 milhões de pessoas infectadas com o vírus da aids morando em países em desenvolvimento em tratamento antiretroviral, “algo impensável há dez anos”.

“Há razões para estarmos orgulhosos”, afirmou, embora tenha lamentado que em áreas como a maternidade infantil ainda seja necessário muito para avançar. A crise econômica mundial obrigou à OMS a cortar seu orçamento para o biênio 2010-2011 em 10%

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