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17 de dezembro de 2009   |   Imprimir este texto Imprimir este texto    |  Enviar por email Enviar por email  | 

“Faltam livros nas bibliotecas das escolas brasileiras do Japão”

Portal Web News
Milton Saito


Nome do autor: Milton Saito
Mora em: Yokkaichi (Mie)
Idade: 50 anos

“Eis aí um descompasso evidente entre a política educacional brasileira e japonesa. As escolas brasileiras do Japão possuem bibliotecas tacanhas, algumas nem biblioteca possui. Parte deste desajuste pode ser atribuída à distância. As editoras brasileiras ainda não exploram este mercado adequadamente. As lojas de  produtos brasileiros, comercializam apenas obras de autores mais populares. Assim, obras literárias, os livros didáticos e paradidáticos, ficam em segundo plano ou inexistem nas prateleiras.

Outro motivo pode ser a adoção, por parte da maioria das escolas, por apostilados,  sistema de educação que envolve apostilas, aulas online, cadernetas eletrônicas, dentre outros. Um modismo que atravessou mais facilmente as fronteiras.

Além do custo elevado, pois, são franquias, possuem outros inconvenientes no âmbito metodológico: os conteúdos não estão adequados a realidade de vida das crianças no Japão, e que desconhecem a dinâmica de vida do Brasil.

Uma lacuna cultural que se traduz em desinteresse e exige abstração sem paralelos comparativos. Há grupos que orientam o quadro docente a chamarem as apostilas de livros. Ou seja, os alunos têm acesso a livros fragmentados, que falseia a visão de totalidade. São colagens extraídas das teorias científicas e não são úteis, nem mesmo para um trabalho de consulta, relação ou comparação.

Enquanto as crianças brasileiras ficam restritas as apostilas, com acesso precário a poucos livros, a estrutura de educação do Japão dá maior ênfase à leitura, facilitando o acesso aos livros e possibilitando a leitura mínina de 35 livros por ano, segundo dados publicados pela revista Made in Japan 16/11/09, enquanto a criança brasileira lê uma média de 5 livros anualmente.”

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Comentários

  1. Cristiane Medeiros disse:

    Olá !
    Li a matéria e gostei muito. É preciso haver mais interesse pela leitura, que é essencial para a vida de qualquer pessoa.
    Quando se mora fora do país de origem, sentimos muito em não possuir literatura de nossa pátria; pois é algo que ainda nos mantém ligados a ela. Mostrar as editoras a carência que existe dentro das escolas do Japão na área de livros didáticos voltados a alunos estrangeiros é uma idéia bem interessante, e pode ser um investimento inovador e que abrangera muitos alunos e professores.
    Um abraço. E parabéns pela matéria.

  2. Cristiane Nagafuti disse:

    Privar crianças e adolescentes de ler não é justo. Portanto, sugere-se: bem que a AEBJ – Associação das Escolas Brasileiras no Japão poderia oficiar as editoras e organizar junto com as escolas associadas, compras coletivas, com intuito de amenizar custos. Se assim ela já o faz, Parabéns!

  3. Ester Domingues de Moraes. disse:

    QAuando li na materia que crianças japonesas leem 35 livros anuais, confesso que fiquei envergonhada, por saber que nossas crianças brasileiras NAO leem nem 5 livros por ano, talvez a minoria, mas acho que as japonesas tem exemplos dos mais velhos para se interessarem pela leitura, e uma pena que aqui no Brasil nao acontece o mesmo, pois nem os adultos leem se nao for por obrigaçao, como vamos querer que eles tenham esse habito sendo que nao tem em quem se espelhar??? Mas continuo lutando e incentivando meus alunos e filhos a se habituarem ao maravilhoso mundo da leitura. PARABENS meu amigo pela materia.

  4. Adernil de Souza disse:

    Não são as armas e nem os bens materiais o maior tesouro de uma nação. O maior bem que um ser humano pode ter é informação, a bagagem cultural. Por essa razão, é discrepante que as bibliotecas das escolas brasileiras do Japão têm deficiências em termos de livros brasileiros. Mais grave ainda se consideramos a obrigação, uma vez que há dekasseguis e seus filhos estudando nessas escolas. Milton, parabéns pela matéria e parabéns por sua participação no Portal Webnews, que só tem a ganhar e a enriquecer culturalmente com o seu trabalho. Abração

  5. Adriane Hirata disse:

    Linda matéria, parabéns professor Milton!!!

  6. José Antonio Moreno Lopes disse:

    É simplesmente estarrecedora a matéria publicada. Isso demonstra de forma cabal a insignificância que a Educação é tratada por nós brasileiros. Infelizmente, no Brasil, são outras as preocupações, e isso vem se tornando a cada ano, década, mais latente. A Educação, encontra-se na UTI, em estado terminal, sem quaisquer chances de sobrevivência. A matëria reproduziu o que ocorre em um pais altamente competitivo, onde as chances são disputadas em nível de excelência, e as “chances” dos estudantes brasileiros que lá residem são praticamente nulas. E no Brasil, pais do futuro, sede da Copa em 2014 e das Olimpíadas em 2016, tido entre as nações, como um exemplo, pergunto, qual exemplo importante em termos educacionais podemos repassar? Fico triste só de tentar resgatar em minha memória algo relevante que possamos nos orgulhar. Parabéns pela matéria Milton.

  7. Elton disse:

    A Internet pode ter facilitado algumas pesquisas escolares e complementos de estudos, mas de que adianta tais ferramentas se não há a ferrament principal, que é o livro (não apenas os didáticos).

    O problema já começa por aqui no Brasil, ennquanto o argentino lê uns 5 livros por ano e o europeu, 8 livros, o brasileiro le apenas 1,5 livro por ano.

    Entre os mais de 189 milhões de brasileiros, há apenas 26 milhões de leitores ativos que lêem pelo menos três livros por ano…

    Muito boa sua materia. Abracos

  8. Teodoro Nuru disse:

    Cristiane, essa tal de AEBJ só cuida dos intereses financeiros dos donos das escolas e nao tá nem ai pra parte pedagogica.
    Ja sao 10 anos de AEBJ, e nunca ou vi falar de aparelhar as escolas com bibliotecas,
    Alias a preocupacao deles agora é sobreviver com a crise.
    Quando nao tinha crise nem pensavam na parte cultural, e agora é que nem vão se mexer.
    ESCOLA BRASILEIRA NO JP, UMA VERGONHA SIM SENHOR.

  9. Stardust disse:

    E também já está na hora das NPOs que discursam em nome da educação começar a fazer alguma coisa. Já que a AEBJ não dá conta, (falência?) a sociedade deve assumir essa responsabilidade. As fotos nos jornais saíram bonitas, mas, as ações em prol de um sistema educacional decente (e não descente) estão a quem, ao léu, ao beleléu! Garantir escola paga, com altas taxas de mensalidades é fácil. Quero ver as NPOs em defesa de uma escola de qualidade, a começar pela constituição de bibliotecas. Quem não lê, jamais saberá escrever.

  10. Milton Saito disse:

    É surpreendente o número de pessoas que apóiam projetos para o crescimento cultural e educacional das crianças brasileiras no Japão. Propostas e soluções devem ser elaboradas com urgência. Para isso, as instituições de ensino que restam, as autoridades de Estado, as Ongs, e a própria associação (AEBJ), devem se empenhar. Evidências plausíveis comentadas pelos leitores. Diga-se de passagem, leitores qualificados e conscientes. Caso contrário, vamos continuar a cobrar melhorias. É o nosso papel como cidadão, jornalista e professor.

  11. mestiso disse:

    dekaseguis tem q estudar,ao menos japones

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