Em comemoração aos 30 anos de fundação da Associação Internacional de Shiga, que promove o intercâmbio internacional e a convivência multicultral na região, o médico japonês Takeshi Ida foi homenageado pelo longo período de atendimento aos estrangeiros.
O médico atua em um hospital público na cidade de Kouga (Shiga), onde atende brasileiros e peruanos há mais de 20 anos. Motivado pela vontade de ajudar as pessoas e sua curiosidade, o médico fundou o Fórum de Serviço Médico Internacional de Biwako e deu início ao compartilhamento de informações sobre estrangeiros.
O principal objetivo da entidade é melhorar a comunicação com os pacientes. Para isso, Ida acredita que o trabalho do tradutor para consultas médicas deve ser visto como uma profissão. O médico é responsável também pela fundação da Associação de Tradutores Médicos.






















Até hoje, foram encontradas 15 pessoas infectadas com a doença de chagas, principalmente entre os latino-americanos vindos do Brasil e Bolívia e que moram nas províncias de Shiga, Aichi e Kanagawa. A pessoa mais nova infectada foi um jovem de 27 anos. Ele foi infectado por transfusão de sangue quando estava no Brasil. Mas como não apresentou sintomas lá, ele veio para o Japão, onde teve um ataque do coração e precisou ser internado. Nem todas as pessoas infectadas chegam a ter esse tipo de problema, mas quando a doença ataca o coração e órgãos digestivos é difícil curar de forma completa.
Os hospitais de Koga, da Universidade de Medicina de Shiga e o Centro Médico para Adultos de Shiga possuem boas experiências sobre tratamentos da doença.
Os pacientes diagnosticados com a doença podem levar uma vida normal e pretendem continuar morando no Japão. Quanto mais cedo puder confirmar a existência da doença, as formas de suporte para manter uma vida normal são mais fáceis. Além disso, diminui a proliferação da doença feita por transfusões e doações de sangue infectado. Meu objetivo é alertar o mais rápido e de forma mais abrangente possível sobre a doença através dos consulados itinerantes.
Atualmente no Japão existem poucas instituições médicas aptas a fazer pesquisa sobre a doença de chagas, mas os exames e o tratamento podem ser feitos em hospitais locais. Eu mesmo atendo pacientes que fazem consultas sobre a doença e os possíveis tratamentos. Estou planejando fazer exames nas províncias de Aichi, Shizuoka, Mie e Gunma em cidades com grande concentração de brasileiros.
É importante lembrar que a infecção causada pelo Trypanosoma Cruzi não causa necessariamente a doença de chagas. Sugiro que pessoas com mais de 40 anos façam o exame para verificar a existência da infecção. Aqueles que vieram de São Paulo, Paraná, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Goiás precisam ficar atentos.
Conto com sua colaboração para prevenção da doença. (Comentário enviado por e-mail, por Sachio Miura, do departamento de Medicina da Universidade Keio Gijuku)