Educação, Saúde

14 de novembro de 2009   |   Imprimir este texto Imprimir este texto    |  Enviar por email Enviar por email  | 

Novas medidas em escolas brasileiras para evitar transmissão da nova gripe

phayashi


Diretora explica que conscientização dos pais e alunos é fundamental para evitar contágio

Em Toyohashi (Aichi), os estudantes e funcionários da escola brasileira Alegria de Saber, estão em casa desde o dia 10, quando 30 alunos da escola foram diagnosticados com a nova gripe tipo A/H1N1. Fechar a escola foi uma decisão tomada pela direção para evitar a transmissão do vírus.

Também na província de Aichi, outra unidade da mesma rede de escolas também se viu obrigada a fechar as portas duas vezes, quando alunos contraíram a nova influenza em setembro e em outubro. De acordo com a Diretora da unidade de Toyota, Cláudia Fuji, no dia 13 de outubro uma aluna apresentou febre e, encaminhada ao hospital, foi diagnosticada com a gripe A/H1N1.

“Já no dia seguinte, cinco alunos da mesma sala, já apresentavam os mesmos sintomas. No mesmo dia, de tarde os pais entraram em contato para dizer que eles já estavam com a nova gripe. Nesse dia (14), decidimos fechar a escola para evitar que o vírus se espalhasse ainda mais”, explica ela.

Prevenção é essencial

Se para as crianças, alguns dias sem aulas possa parecer atraente, para os pais, além da preocupação com a saúde dos filhos, somam-se os transtornos de perder dias de trabalho e ver o salário ainda mais enxuto no próximo mês.

Para tentar conter a transmissão do vírus através da prevenção, a diretora decidiu trazer para a escola, uma palestra sobre a nova gripe. Além da presença de uma enfermeira japonesa do centro de saúde local, os alunos também preparam teatros e apresentaram seminários. O público: pais dos alunos que foram à unidade para a reunião escolar.

091114 escolas brasileiras fecham para evitar trans

Alunos falam de prevenção e explicam o que é a nova gripe

O trabalho parece estar dando certo e desde então a unidade de Toyota não parou mais as aulas. Mas Cláudia afirma que além da conscientização dos pais, os próprios hábitos escolares mudaram. “Temos álcool em cada sala de aula, os alunos devem trazer de casa suas toalhas para secar as mãos, trocamos os sabonetes de pedra por líquidos para evitar o contato coletivo e as janelas nas salas de aulas são constantemente abertas. Além disso, alunos diagnosticados com o vírus só podem retornar à escola depois de recebem autorização do hospital, que garante que os sintomas desapareceram”, conta a diretora.

Epidemia de gripe em meio à crise

Na cidade de Aisho-cho (Shiga), a escola tem ajudado na compra de produtos para esterilização das mãos. De acordo com declaração dada ao jornal Kyoto, a Diretora Kenko Nakata, explica que mais que a metade dos pais ainda tem dificuldade de encontrar emprego e não conseguem arcar com as mensalidades escolares. “A saída que encontramos foi começar a vender sucata e utilizar o dinheiro para a prevenção da gripe”, afirmou a diretora.

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Comentários

  1. tanaka disse:

    gostei muito do incentivo da diretora temos que tentar conter isso porque ja morreu muita gente contaminada com essa gripe, idéias como essas deveriam ser copiadas por outras entidades.

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